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  • Pedro Rafael López Lanz

Rio vai priorizar população vulnerável e refugiados na formação de programadores web

***Com o objetivo de oferecer maior oportunidade de entrada no mercado de trabalho para os jovens mais vulneráveis, a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou o projeto Programadores Cariocas, uma iniciativa de capacitação em desenvolvimento web para ex-alunos das escolas públicas e população refugiada.


Comunicações VG com informação da Prefeitura de Rio


Com o objetivo de oferecer maior oportunidade de entrada no mercado de trabalho para os jovens mais vulneráveis, o Rio de Janeiro lançou o projeto Programadores Cariocas, que consistirá na distribuição de bolsas para cursos de desenvolvimento web destinados a jovens com ensino médio completo em escolas públicas e população refugiada. Também serão priorizados negros, mulheres e transsexuais.


Formar e qualificar jovens em situação de vulnerabilidade social na área de programação web. Essa é a proposta da política pública lançada este 31 de março de 2022 pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação (SMDEIS) e Juventude (JuvRio), prevista para iniciar no próximo mês de junho.


“A meta é formar cinco mil profissionais nos próximos três anos, sendo 850 com bolsa integral. Os matriculados terão direito a auxílio financeiro de R$ 500 por mês e a um computador. As aulas serão presenciais, durante seis meses (400 horas)”, comentou Chicão Bulhões, secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação, durante o lançamento desta iniciativa.


Para fazer a matrícula é necessário morar na cidade do Rio, ter entre 17 e 29 anos e ensino médio completo e ser oriundo da rede pública. As vagas serão preenchidas por pessoas que comprovem vulnerabilidade, com base no Índice de Desenvolvimento Social (IDS) calculado pelo Instituto Pereira Passos. Refugiados não precisam ter estudado em escola pública, nem estar dentro do IDS.


No próximo mês será publicado um edital para selecionar as instituições de ensino parceiras. A previsão é que os interessados possam se inscrever no site em maio, com a primeira turma iniciando as aulas em junho.


Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o setor de tecnologia da informação tem crescente empregabilidade, mas faltam profissionais: há 24 mil vagas no país não preenchidas, anualmente. A ideia é formar pelo menos 1 mil novos programadores por ano, totalizando 3 mil até 2024.


Pelos cálculos de técnicos da prefeitura, os futuros estudantes do Programadores Cariocas serão, em sua maioria, jovens de famílias com renda per capita mensal de R$ 800. A expectativa é de que, terminado o curso, 80% deles consigam emprego dentro de seis meses, com salário inicial de R$ 3 mil. A prefeitura pretende disponibilizar também uma plataforma que funcionará como um banco de talentos, fazendo a ponte entre os programadores formados pelo projeto e a iniciativa privada.


O chamado é para todos os interessados em participar da iniciativa Programadores Cariocas, a se manterem atentos ao início das jornadas de cadastro, que serão anunciadas oportunamente.

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