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  • Pedro Rafael López Lanz

Venezuela Global esteve presente na 9° Cúpula das Américas

Como parte da delegação da Coalizão pela Venezuela, William Clavijo Vito, presidente da Associação Venezuela Global, participou de diferentes reuniões e mesas de trabalho no âmbito dos foros da sociedade civil da 9° Cúpula das Américas, realizada entre os dias 6 e 10 de junho passado, na cidade de Los Angeles nos Estados Unidos de América.

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(Foto: credito de CNN en español)


Cumprindo um importante agenda de trabalho que incluiu reuniões com representantes de governos, agencias do sistema das Nações Unidas, e outras organizações da sociedade civil, o presidente da Associação Venezuela Global, William Clavijo Vito, participou ativamente nos grupos de trabalho sobre “Governança Democrática” e “Nosso futuro verde”, com ênfase na discussão sobre migração e refúgio.


“O trabalho em conjunto das instituições sociais do hemisfério é a condição básica para o respeito e garantia dos direitos fundamentais dos cidadãos, bem como o avanço em ações coordenadas para enfrentar fenômenos como a crise migratória venezuelana e as causas que deram origem a esse fluxo de pessoas”, disse William Clavijo e destacou a importância de promover a cooperação entre os países para o crescimento econômico inclusivo e a prosperidade em toda a região.


Das reuniões destacam o encontro com Beatriz Muñoz, Diretora do Departamento de Inclusão Social da OEA, Andrew Selee, presidente do Migratory Policy Institute, e Dani Bahar, professor universidade Brown e especialista em migração. “É uma grande responsabilidade pois estarmos representando aos mais de 300 mil venezuelanos que hoje estão no Brasil e aos mais de 6 milhões de venezuelanos que foram forçados a deixar nosso país por causa da crise, nossa participação procura continuar dando visibilidade à problemática dos refugiados e assim conseguir as soluções que são necessárias para o atendimento da população migrante” explicou Clavijo.


Com relação aos objetivos da sua participação na 9° Cúpula das Américas, apontou se sentir muito satisfeito pela incorporação do assunto das migrações na “Declaração de Los Angeles”, com a que se buscam criar incentivos para os países receberem um alto número de imigrantes e os distribuírem de maneira responsável pela região, neste sentido sinalizou que as iniciativas do atendimento aos migrantes e refugiados venezuelanos no Brasil são as mais inovadoras da região.



Para finalizar destacou que o maior desafio que hoje enfrentam os migrantes da região pode ser resumido em uma única situação, “condições para regularizar seu status migratório, para acedder a direitos e para contribuir no desenvolvimento das comunidades de acolhida".


Além de William Clavijo, a delegação da Coalizão pela Venezuela, contou com a participação do presidente dessa federação de ONGs venezuelanas, Juan Carlos Viloria, Adriana Rincón, da ONG Activados Panamá, Aixa Armas, da ONG Mujer y Ciudadania, na Venezuela, Nancy Arellano, da ONG Veneactiva, no Perú, Jacqueline Perdomo, da ONG Migrantes por el Maule, no Chile, e Jose Perdomo, da ONG Nakamas, na Colômbia.


A magnitude da crise migratória venezuelana é clara: em maio de 2022 havia 5,08 milhões de refugiados e migrantes venezuelanos na América Latina e no Caribe e 6,13 milhões em todo o mundo, segundo dados da R4V, a Plataforma de Coordenação Interinstitucional da Venezuela estabelecida pela ONU através da Organização Internacional para as Migrações.

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